{"id":621,"date":"2019-04-23T03:19:00","date_gmt":"2019-04-23T03:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/tierra.jerrejerre.com\/es\/?p=621"},"modified":"2021-05-01T18:14:23","modified_gmt":"2021-05-01T18:14:23","slug":"el-bajo-atrato-y-el-darien-chocoano-naturaleza-cercada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tierraderesistentes.com\/pt\/2019\/04\/23\/el-bajo-atrato-y-el-darien-chocoano-naturaleza-cercada\/","title":{"rendered":"Bajo Atrato e Dari\u00e9n: natureza cercada"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"youtube-embed\" data-video_id=\"ZInvpWgqCow\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tierra de Resistentes- El Bajo Atrato y el Dari\u00e9n chocoano : naturaleza cercada.\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ZInvpWgqCow?feature=oembed&#038;enablejsapi=1\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de Riociego \u00e9 a mesma de outras comunidades da Bacia do Rio Salaqu\u00ed e de todas aquelas do Bajo Atrato e do Dari\u00e9n, em Choc\u00f3, no canto nordeste da Col\u00f4mbia, mais perto da fronteira com o Panam\u00e1 do que do centro do pa\u00eds onde as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas s\u00e3o \u00e1reas povoadas por colonos, a maioria deles afrodescendentes, que vieram de v\u00e1rias partes de Choc\u00f3 e Urab\u00e1 desde a d\u00e9cada de 1930, e que sob a <a href=\"https:\/\/www.mininterior.gov.co\/la-institucion\/normatividad\/ley-70-de-1993-agosto-27-por-la-cual-se-desarrolla-el-articulo-transitorio-55-de-la-constitucion-politica\">Lei 70 de 1993<\/a>&nbsp; se tornaram territ\u00f3rios coletivos onde vivem perto de v\u00e1rias reservas ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sua localiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal raz\u00e3o de sua vulnerabilidade<\/strong>. Ela \u00e9 mencionada nas decis\u00f5es judiciais que contribu\u00edram para a salvaguarda de seus direitos e na demanda de indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos causados durante as \u00faltimas quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando em 2013 a Corte Interamericana de Direitos Humanos <a href=\"http:\/\/www.corteidh.or.cr\/docs\/casos\/articulos\/seriec_270_esp.pdf\">condenou<\/a> o Estado colombiano pela morte e deslocamento de milhares de habitantes de 23 comunidades no \u00e2mbito da <span style=\"background-color:#374141\" class=\"td_text_highlight_marker\">Opera\u00e7\u00e3o G\u00eanesis<\/span> realizada pelo ex\u00e9rcito nacional, declarou que &#8220;essas comunidades <strong>est\u00e3o localizadas em uma regi\u00e3o de grande import\u00e2ncia geoestrat\u00e9gica no conflito armado, em particular para os grupos armados ilegais <\/strong>(&#8230;) que procuraram esta regi\u00e3o como corredor de mobilidade, para o tr\u00e1fico de armas e drogas, de modo que pressionam pelo corte de esp\u00e9cies nativas, sucedido pelo plantio de coca, \u00f3leo de palma e banana&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cpressionam pelo corte de esp\u00e9cies nativas, sucedido pelo plantio de coca, \u00f3leo de palma e banana&#8221;<\/p><cite>CIDH<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2018, a Jurisdi\u00e7\u00e3o Especial para a Paz (JEP) <a href=\"https:\/\/www.jep.gov.co\/Sala-de-Prensa\/Documents\/Intervenciones%20de%20la%20JEP%20ante%20la%20Corte%20Constitucional%20-%20SEP2018\/auto%20040%20de%202018.pdf\">priorizou<\/a> a investiga\u00e7\u00e3o dos atos cometidos entre 1986 e 2016 pelas Farc e pelas For\u00e7as P\u00fablicas em Urab\u00e1, departamento de Antioquia, e em Dari\u00e9n e Bajo Atrato, departamento de Choc\u00f3, como um de seus primeiros casos.<strong> O conflito ocorreu &#8220;por causa de sua localiza\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica e a tentativa de criar polos de desenvolvimento em infraestrutura de conex\u00e3o intercontinental e interoce\u00e2nica por suas rotas de acesso e corredores estreitamente associados&#8221;<\/strong>, explicou o bra\u00e7o judicial do sistema de justi\u00e7a transit\u00f3rio que nasceu com o Acordo de Paz entre o governo e as Farc em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria ap\u00f3s as negocia\u00e7\u00f5es de paz tem o mesmo cen\u00e1rio, dois novos protagonistas e a mesma comunidade como ponto central: em setembro de 2015, <strong>quando os guerrilheiros das Farc se preparavam para depor suas armas, entrou a <\/strong><a href=\"http:\/\/www.centrodememoriahistorica.gov.co\/descargas\/informes-accesibles\/grupos-armados-posdemovilizacion_accesible.pdf\"><strong>dissid\u00eancia<\/strong><\/a><strong> do antigo grupo paramilitar das Autodefesas Unidas da Col\u00f4mbia (AUC)<\/strong> chamado <span style=\"background-color:#374141\" class=\"td_text_highlight_marker\">Autodefesas Gaitanistas da Col\u00f4mbia (AGC)<\/span>, que o governo batizou de Clan del Golfo. Meses depois, <strong>o grupo guerrilheiro do <span style=\"background-color:#374141\" class=\"td_text_highlight_marker\">Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (ELN)<\/span> tomou posi\u00e7\u00e3o em outros territ\u00f3rios<\/strong>, desde as florestas de Baud\u00f3 e da costa do Pac\u00edfico at\u00e9 as cabeceiras do rio Truand\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/albumizr.com\/a\/JN-Y\" allowfullscreen=\"\" width=\"100%\" height=\"500\"><\/iframe><br>\n<span style=\"font-size:0.5em; line-height:0.5; margin-bottom:1em;\">NO ATRATO, O RIO QUE \u00c9 OBJETO DE DIREITOS QUE ATRAVESSA CHOC\u00d3 DO SUL AO NORTE, CHEGAM AS \u00c1GUAS DE DEZENAS DE RIOS, RIACHOS E P NTANOS QUE COMP\u00d5EM AS BACIAS DO BAJO ATRATO E DARI\u00c9N, COM DEZENAS DE COMUNIDADES QUE SOBREVIVEM \u00c0S DIF\u00cdCEIS CONDI\u00c7\u00d5ES GERADAS PELA DISPUTA DE TERRIT\u00d3RIO ENTRE OS GRUPOS ARMADOS PARA O NEG\u00d3CIO DO NARCOTR\u00c1FICO E DO TR\u00c1FICO DE MADEIRA. FOTOGRAFIAS DE CARLOS ALBERTO G\u00d3MEZ.\n<\/span><br>\n\n\n\n<p><strong>O Truand\u00f3 \u00e9 o mais estrat\u00e9gico de todos os afluentes do Rio Atrato<\/strong> &#8211; o mais importante do Pac\u00edfico Colombiano &#8211; porque \u00e9 a sa\u00edda mais f\u00e1cil para o Panam\u00e1, o Oceano Pac\u00edfico e o complexo de p\u00e2ntanos que interligam todo o Bajo Atrato com Dari\u00e9n e o Rio Atrato at\u00e9 o Atl\u00e2ntico. \u00c9 por isso que est\u00e1 envolvido no meio do conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente ag\u00eancias humanit\u00e1rias <a href=\"http:\/\/www.defensoria.gov.co\/public\/especiales\/truando\/\">entraram<\/a> \u00e0 \u00e1rea, onde a comunidade permanece indefesa. Em 2018, a Ouvidoria emitiu cinco alertas antecipados sobre o risco para as popula\u00e7\u00f5es afro e ind\u00edgena nas \u00e1reas de Bajo Atrato e Dari\u00e9n, mas a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 piorando.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 como uma piranha entrar ali&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 como uma piranha entrar ali&#8221;. \u00c9 assim que alguns explicam a aus\u00eancia do governo, quase normalizando o dom\u00ednio dos grupos armados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Funcion\u00e1rios da Ouvidoria estimaram que toda semana essa ag\u00eancia e o Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICV)<strong> t\u00eam que remover uma fam\u00edlia de Riosucio que foi deslocada \u00e0 for\u00e7a por causa de amea\u00e7as \u00e0 sua vida.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O desmantelamento de Dari\u00e9n<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Choc\u00f3, uma regi\u00e3o densa e \u00famida que \u00e9 ainda mais biodiversa do que a floresta amaz\u00f4nica, perdeu uma m\u00e9dia de 25.000 hectares de floresta nos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alertas emitidos durante 2018 pelo IDEAM &#8211; o instituto meteorol\u00f3gico nacional que monitora o desmatamento &#8211; indicam que os munic\u00edpios de Riosucio, Bajo e Medio Baud\u00f3 possuem os n\u00facleos mais avan\u00e7ados de desmatamento. No total,<strong> houve alertas para 13 munic\u00edpios, e 43% da perda florestal no ano se concentrou durante o <\/strong><a href=\"http:\/\/smbyc.ideam.gov.co\/AdmIF\/KML\/img\/boletines\/Boletin15.pdf\"><strong>segundo trimestre<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Edersson Cabrera, coordenador do grupo de monitoramento florestal do IDEAM, diz que em todo o Pac\u00edfico, a maior press\u00e3o se deve ao plantio de coca e \u00e0 minera\u00e7\u00e3o criminosa, <strong>mas tamb\u00e9m h\u00e1 relatos preocupantes sobre as consequ\u00eancias do corte seletivo &#8211; legal e ilegal &#8211; no Bajo Atrato.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, foi estimado que o com\u00e9rcio ilegal de madeira no mundo representa at\u00e9 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais, representando 90% do desmatamento, de acordo com a Uni\u00e3o Internacional de Organiza\u00e7\u00f5es de Pesquisa Florestal (Iufro).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"youtube-embed\" data-video_id=\"V1r05k4Q1G8\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tierra de Resistentes - Deforestaci\u00f3n en el Bajo Atrato y el Dari\u00e9n chocoano.\" width=\"696\" height=\"392\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/V1r05k4Q1G8?feature=oembed&#038;enablejsapi=1\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia, onde o problema \u00e9 grave, o Comit\u00ea Interinstitucional para o Controle do Tr\u00e1fico de Flora e Fauna tomou medidas: a partir de dezembro de 2018,<strong> \u00e9 necess\u00e1rio um salvo-conduto para qualquer coleta, transforma\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente aumentou quatro e cinco vezes o pre\u00e7o do imposto por esp\u00e9cie das esp\u00e9cies de \u00e1rvores mais vulner\u00e1veis, que \u00e9 um imposto para a comercializa\u00e7\u00e3o da madeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas medidas visam reduzir o com\u00e9rcio de esp\u00e9cies, embora nem todos estejam otimistas.<\/p>\n\n\n\n<p>William Klinger, engenheiro florestal de Choc\u00f3 e diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental do Pac\u00edfico (IIAP), acredita que as novas medidas simplesmente permitir\u00e3o que os intermedi\u00e1rios tenham mais madeira.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cO erro \u00e9 que n\u00e3o tem embasamento t\u00e9cnico\u201d<\/p><cite>William Klinger<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;O erro \u00e9 que n\u00e3o tem embasamento t\u00e9cnico: \u00e9 preciso aproveitar da floresta o capital que gera juros e, neste caso, \u00e9 o crescimento. <strong>Uma floresta cresce cerca de 20 metros c\u00fabicos por ano e, se n\u00e3o for permitido crescer, a exaust\u00e3o da floresta \u00e9 praticamente irrevers\u00edvel&#8221;, <\/strong>explica ele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0593-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4815\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211255\/CYD_0593-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption>Foto: Carlos Alberto G\u00f3mez<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros da Col\u00f4mbia como exportador de madeira n\u00e3o s\u00e3o claros. Nos relat\u00f3rios da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional das Madeiras Tropicais, o pa\u00eds s\u00f3 est\u00e1 documentado como exportador de teca, uma madeira que n\u00e3o \u00e9 considerada tropical.<strong> Entretanto, nas revis\u00f5es do assunto da madeira da mesma organiza\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds aparece como produtora de 2.100 metros c\u00fabicos de madeira tropical em 2016.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo se aplica aos dados nacionais. O Centro Virtual de Neg\u00f3cios, que faz medi\u00e7\u00f5es independentes de neg\u00f3cios internacionais, indica que entre 2017 e 2018 28 quilos de madeira foram escoados pelo porto Turbo, 1.382 por Barranquilla e 2.444 quilos de madeira tropical por Cartagena, mas o relat\u00f3rio de exporta\u00e7\u00e3o da Dane (a entidade nacional de estat\u00edsticas) n\u00e3o informou nenhuma exporta\u00e7\u00e3o em 2017 e 1.410 toneladas em 2018.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O problema subjacente ao desmatamento \u00e9 a falta de controle estatal. Somos um estado fracassado nestas regi\u00f5es transfronteiri\u00e7as&#8221;<\/p><cite>Manuel Rodr\u00edguez Becerra<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para Manuel Rodr\u00edguez Becerra, o primeiro-ministro do meio ambiente do pa\u00eds, <strong>na pr\u00e1tica os alertas s\u00e3o in\u00fateis. &#8220;Eles servem como uma cronologia da trag\u00e9dia&#8221;<\/strong>, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O problema subjacente ao desmatamento \u00e9 a falta de controle estatal. Somos um estado fracassado nestas regi\u00f5es transfronteiri\u00e7as&#8221;, acrescenta ele.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os inc\u00eandios de um parque<\/h2>\n\n\n\n<p>Durante a primeira semana de abril de 2019,<strong> 1.800 hectares de floresta foram queimados no Parque Nacional Natural Los Kat\u00edos<\/strong>, no extremo norte do Bajo Atrato. A \u00fanica coisa que conseguiu controlar o fogo foi uma enxurrada em uma \u00e1rea protegida porque \u00e9 a ponte de interc\u00e2mbio de fauna e flora entre a Am\u00e9rica Central e a Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto significa que muitas plantas e quase todos os grandes mam\u00edferos que comp\u00f5em nossa flora e fauna entraram \u00e0 Col\u00f4mbia e \u00e0 Am\u00e9rica do Sul atrav\u00e9s de Dari\u00e9n. E ainda o fazem, como a on\u00e7a-pintada que se desloca da Am\u00e9rica Central para a Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas semanas antes, <strong>outro inc\u00eandio tinha destru\u00eddo 200 hectares de floresta na zona de amortecimento em torno deste parque nacional de 72.000 hectares<\/strong>, declarado patrim\u00f4nio mundial por sua riqueza biol\u00f3gica e ligado ao Parque Nacional Dari\u00e9n, de 550.000 hectares, no Panam\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0550-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4814\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211257\/CYD_0550-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em><em>Foto<\/em>: Carlos Alberto G\u00f3mez<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, durante o \u00faltimo ver\u00e3o, um novo inc\u00eandio tem sido relatado a cada semana.<\/p>\n\n\n\n<p>O que aconteceu em 2018 lembrou aos especialistas um inc\u00eandio em 2016 que queimou 10.000 hectares, 8.000 dos quais era floresta, afetando seriamente o parque nacional. Com o tempo, <strong>as autoridades confirmaram que os inc\u00eandios tinham como objetivo expandir a fronteira agr\u00edcola e ca\u00e7ar tartarugas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Durante o \u00faltimo ver\u00e3o, um novo inc\u00eandio tem sido relatado a cada semana.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma pr\u00e1tica que lembra aquela do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, quando os paramilitares sob o comando do sanguin\u00e1rio Carlos Casta\u00f1o <strong>desmataram grandes \u00e1reas da floresta para abrir terras para a pecu\u00e1ria.&nbsp;<\/strong><strong>&#8220;A hip\u00f3tese mais clara \u00e9 que eles poderiam ser criadores de gado que aproveitam a esta\u00e7\u00e3o seca para abrir terras para suas fazendas&#8221;<\/strong>, lembra Rodr\u00edguez Becerra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os p\u00e2ntanos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O corte indiscriminado afeta diretamente os corpos de \u00e1gua, principalmente os p\u00e2ntanos que servem como reguladores dos regimes h\u00eddricos, j\u00e1 que absorvem a \u00e1gua quando o rio cresce e a retiram quando o rio seca. <strong>Esta instabilidade no circuito dos p\u00e2ntanos pode ser a causa de muitas das inunda\u00e7\u00f5es que atingiram Choc\u00f3 nos \u00faltimos anos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/albumizr.com\/a\/CRgj\" allowfullscreen=\"\" width=\"100%\" height=\"500\"><\/iframe><br>\n<span style=\"font-size:0.5em; line-height:0.5; margin-bottom:1em;\">NO BAJO ATRATO E DARI\u00c9N, O CORTE INDISCRIMINADO \u00c9 UM LEGADO DAS EMPRESAS MADEIREIRAS DA D\u00c9CADA DE 1950. PARA A SOBREVIV\u00caNCIA DOS NATIVOS OU PARA OS NEG\u00d3CIOS DOS TRAFICANTES, MILHARES DE \u00c1RVORES EST\u00c3O CAINDO DIARIAMENTE, DEIXANDO AS FLORESTAS COM POUCO VALOR E COM PERIGOS IMINENTES DEVIDO \u00c0 SUA PROXIMIDADE COM O PARQUE NATURAL NACIONAL LOS KAT\u00cdOS E O TAMP\u00c3O DE DARI\u00c9N. FOTOGRAFIAS DE CARLOS ALBERTO G\u00d3MEZ.\n<\/span>\n\n\n\n<p>Em 2014, o grupo de estudos oce\u00e2nicos da Universidade de Antioquia realizou um estudo da qualidade da \u00e1gua nas zonas \u00famidas da plan\u00edcie de inunda\u00e7\u00e3o do rio Atrato.<strong> Em 18 p\u00e2ntanos, foi detectada uma baixa presen\u00e7a de animais, um s\u00e9rio sinal de alarme<\/strong> dado que os p\u00e2ntanos s\u00e3o uma esp\u00e9cie de ber\u00e7o para os peixes, assim como os manguezais: eles passam, engordam, crescem e depois v\u00e3o para os rios, que \u00e9 quando ocorre a migra\u00e7\u00e3o rio acima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que, explica Klinger, houve uma perda de esp\u00e9cies como o peixe-boi, a lontra e o surubim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 fatos que permitem manter a esperan\u00e7a, como o reaparecimento de uma esp\u00e9cie de peixe chamada de boquiancha (cynopotamus atratoensis) que os pesquisadores consideravam extinta h\u00e1 uma d\u00e9cada. Depois de publicar avisos de &#8220;Procura-se&#8221; em todo Choc\u00f3, as not\u00edcias animadoras vieram de Salaqu\u00ed em 2017.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cA primeira coisa \u00e9 recuperar os p\u00e2ntanos para que o espelho aumente, e a segunda \u00e9 controlar as atividades florestais e pecu\u00e1rias&#8221;<\/p><cite>William Klinger<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>\u00c9 revers\u00edvel? Acho que sim, a custos muito altos<\/strong>. A primeira coisa \u00e9 recuperar os p\u00e2ntanos para que o espelho aumente, e a segunda \u00e9 controlar as atividades florestais e pecu\u00e1rias&#8221;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0785-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4816\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211254\/CYD_0785-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em><em>Foto<\/em>: Carlos Alberto G\u00f3mez<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A proposta do ex-ministro Rodr\u00edguez Becerra est\u00e1 sendo promovida pela Grande Alian\u00e7a Contra o Desmatamento, que re\u00fane v\u00e1rios atores da sociedade civil: pressionar o governo para que tome medidas e selecione tr\u00eas ou quatro \u00e1reas de ordem p\u00fablica cr\u00edticas e sens\u00edveis ao desmatamento, para recuperar o controle estatal, impulsionar a sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, e trabalhar com as comunidades para parar o desmatamento. &#8220;<strong>\u00c9 complexo, mas \u00e9 vi\u00e1vel<\/strong>&#8220;, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O motor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/live.amcharts.com\/zhjZW\/embed\/\" width=\"100%\" height=\"500px\" style=\"background-color:#0f0f0f;\"><\/iframe>\n<br><span>FONTE: ESCRIT\u00d3RIO DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS SOBRE DROGAS E CRIME (UNODC)<\/span>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;A coca \u00e9 o combust\u00edvel para gerar maior interven\u00e7\u00e3o, tanto para o gado quanto para o desmatamento&#8221;<\/strong>, diz Edersson Cabrera do IDEAM.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse combust\u00edvel j\u00e1 entrou em Bajo Atrato e est\u00e1 se aproximando de Dari\u00e9n.<strong> Em 2017, apenas algumas parcelas tinham pequenos cultivos de coca, chamado de <\/strong><strong><em>cuarter\u00f3n<\/em><\/strong><strong>. Mas chegou<\/strong>. Depois chegou a Truand\u00f3, onde os grupos armados autorizaram o plantio de coca, e no final do ano foi replicado em todas as comunidades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0147-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4810\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211307\/CYD_0147-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em><em><em>Foto<\/em><\/em>: Carlos Alberto G\u00f3mez<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Eles nos trazem a semente, nos d\u00e3o uma planta, garantem a compra, mas a verdade \u00e9 que vendemos nossa alma ao diabo&#8221;, diz um fazendeiro que tem meio hectare de coca em sua fazenda e que pediu que seu nome fosse omitido por causa do risco de seguran\u00e7a envolvido por falar sobre o assunto se dizer seu pr\u00f3prio nome.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEles nos trazem a semente, nos d\u00e3o uma planta, garantem a compra, mas a verdade \u00e9 que vendemos nossa alma ao diabo&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 relat\u00f3rios de 2018, mas o \u00faltimo censo do Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) mostrou que Choc\u00f3 tinha 2.611 hectares de coca plantada no final de 2017, apenas 5% da \u00e1rea plantada em Nari\u00f1o (o departamento com mais coca do pa\u00eds), mas um alarmante 44% a mais do que em 2016. Isto mostra a rapidez com que vem crescendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estimativas das organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos que trabalham na \u00e1rea indicam que 80% da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 tem algumas planta\u00e7\u00f5es de coca, a maioria delas for\u00e7adas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A estrada no meio da floresta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma linha amarela, de cor mais clara que a que representa um rio, chamou a aten\u00e7\u00e3o dos analistas do Sistema de Monitoramento de Florestas e Carbono do IDEAM.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi identificada durante o processamento de imagens do sat\u00e9lite PlanetLabs, estabeleceram as coordenadas e o monitoraram por v\u00e1rias semanas. O diagn\u00f3stico:<strong> j\u00e1 existe uma estrada ilegal junto ao rio Salaqu\u00ed<\/strong>, na margem oeste do rio Atrato, que entra para a floresta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1 de novembro de 2018 e 2 de janeiro de 2019, a estrada avan\u00e7ou 14 quil\u00f4metros, cerca de um quil\u00f4metro a cada quatro dias. A esse ritmo, em um ano poderia ser uma estrada de 90 km.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Entre 1 de novembro de 2018 e 2 de janeiro de 2019, a estrada avan\u00e7ou 14 quil\u00f4metros, cerca de um quil\u00f4metro a cada quatro dias.\u00a0<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O alerta foi imediato porque foi assim que come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o da <span style=\"background-color:#374141\" class=\"td_text_highlight_marker\">Marginal de la Selva<\/span>, uma estrada h\u00e1 muito prevista pelo governo para unir Guaviare com Caquet\u00e1, mas que tinha sido iniciada ilegalmente no meio da selva amaz\u00f4nica. Hoje est\u00e1 perigosamente perto do Parque Natural Nacional Serran\u00eda de Chiribiquete, um dos maiores tesouros naturais da Col\u00f4mbia recentemente declarado Patrim\u00f4nio da Humanidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0345-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4812\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211300\/CYD_0345-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211300\/CYD_0345-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211300\/CYD_0345-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211300\/CYD_0345-768x512.jpg 768w, 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amortecimento de um parque nacional, n\u00e3o \u00e9 muito prov\u00e1vel que as autoridades ambientais emitam licen\u00e7as para uma constru\u00e7\u00e3o como essa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>E se ela seguir as rotas atualmente utilizadas pelos traficantes de pessoas e drogas, poderia tornar-se a abertura do Tamp\u00e3o Dari\u00e9n<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Conforme os analistas, esta estrada poderia ter de tr\u00eas a quatro metros de largura, permitindo a passagem de um ve\u00edculo 4\u00d74, e se ela seguir as rotas atualmente utilizadas pelos traficantes de pessoas e drogas, poderia tornar-se a abertura do Tamp\u00e3o Dari\u00e9n.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esteja arquivado, o projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma estrada que una a Am\u00e9rica Central e do Sul foi batizado h\u00e1 d\u00e9cadas como a <span style=\"background-color:#374141\" class=\"td_text_highlight_marker\">Transversal das Am\u00e9ricas<\/span>, que inclui uma rota de 62 km que n\u00e3o atravessa diretamente Los Kat\u00edos, mas &#8220;inclui obras nas \u00e1reas ao redor do parque, gerando press\u00e3o nos territ\u00f3rios vizinhos e na \u00e1rea protegida&#8221;, de acordo com o Atlas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Esse caminho, como qualquer outro legal ou ilegal, leva \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o e gera desmatamento&#8221;<\/p><cite>Manuel Rodr\u00edguez Becerra<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>O problema \u00e9 que Dari\u00e9n \u00e9 muito rico em diversidade biol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m muito fr\u00e1gil. <\/strong>&#8220;Esse caminho, como qualquer outro legal ou ilegal, leva \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o e gera desmatamento&#8221;, diz o ex-ministro Manuel Rodr\u00edguez Becerra, acrescentando que a \u00fanica coisa que o tem preservado \u00e9 que os panamenhos n\u00e3o t\u00eam interesse nessa estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estudos do IDEAM parecem ratificar seu pensamento: 72% do desmatamento do pa\u00eds est\u00e1 localizado a menos de oito quil\u00f4metros de uma estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um acelerado processo de constru\u00e7\u00e3o de estradas ilegais, cuja origem <strong>&#8220;\u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os abandonados pela Farc, tornando-se projetos de movimenta\u00e7\u00e3o de armas, coca, madeira, migrantes, ouro, tropas ou qualquer outra mercadoria&#8221;<\/strong>, diz Rodrigo Botero, diretor da Funda\u00e7\u00e3o para Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (FCDS), que vem acompanhando a quest\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0168-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4811\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211304\/CYD_0168-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em><em><em>Fot<\/em>o<\/em>: Carlos Alberto G\u00f3mez<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, Botero explica que as consequ\u00eancias para a biodiversidade, as comunidades locais e o patrim\u00f4nio coletivo em geral s\u00e3o enormes porque &#8220;os corredores de mobilidade hoje s\u00e3o instalados com m\u00e3o-de-obra local, muitas vezes pela for\u00e7a, outras vezes com demandas pol\u00edticas e outras simplesmente pagas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A possibilidade da abertura do Tamp\u00e3o de Dari\u00e9n significaria uma perda irrepar\u00e1vel, j\u00e1 que interromperia a conectividade da Mesoam\u00e9rica.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>No caso da estrada em Salaqu\u00ed, n\u00e3o \u00e9 uma simples amea\u00e7a. A possibilidade da abertura do Tamp\u00e3o de Dari\u00e9n significaria uma perda irrepar\u00e1vel, j\u00e1 que interromperia a conectividade da Mesoam\u00e9rica, o que<strong> seria t\u00e3o grave quanto interromper a conectividade entre os Andes e a Amaz\u00f4nia.&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 a trag\u00e9dia cl\u00e1ssica que acontece no mundo tropical porque <strong>chega uma estrada e depois vem a mais b\u00e1sica e rudimentar explora\u00e7\u00e3o da biodiversidade, que \u00e9 a carne e a madeira<\/strong>&#8220;, diz o bi\u00f3logo Esteban Pay\u00e1n, diretor na Col\u00f4mbia da Funda\u00e7\u00e3o Panthera, que supervisiona a conserva\u00e7\u00e3o da rota da on\u00e7a-pintada no continente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 mais um ca\u00e7ador que tem uma arma, mata uma anta e a carrega em seu ombro ou a arrasta. No momento em que uma motocicleta ou uma caminhonete entra, eles podem matar 20 antas, ter um refrigerador que lhes permita conservar a carne, pegar uma motosserra, montar um acampamento, matar uma tonelada de carne de ca\u00e7a&nbsp;sem que apodre\u00e7a, e voltar a sair&#8221;, explica ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso, explicam os especialistas, <strong>causa a fragmenta\u00e7\u00e3o dos ecossistemas<\/strong>. Isto significa que n\u00e3o h\u00e1 matriz onde os animais possam se mover livremente, devido a que h\u00e1 uma barreira que separa as popula\u00e7\u00f5es de um lado e outro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os animais n\u00e3o est\u00e3o dispostos a cruzar a estrada, simplesmente porque ela \u00e9 aberta. Por exemplo, uma paca n\u00e3o andar\u00e1 cinco metros a c\u00e9u aberto porque uma on\u00e7a-pintada pode com\u00ea-la. Tamb\u00e9m, os ursos-pregui\u00e7a perdem a capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o porque n\u00e3o v\u00e3o \u00e0 procura de f\u00eameas do outro lado da estrada&#8221;, explica Pay\u00e1n.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em longo prazo, a estrada gera segrega\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em ambos os lados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As on\u00e7as-pintadas, principal objeto de estudo de Pay\u00e1n, seriam as primeiras a desaparecer devido \u00e0 ca\u00e7a gerada pelo medo ou por alimentos para outros animais. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 esp\u00e9cies como as borboletas que s\u00e3o mais sens\u00edveis \u00e0s mudan\u00e7as em seu ambiente e podem se extinguir.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images.prismic.io\/opendataiii\/eb313ae5e484d1552b90cebff5abc39176370297_screenshot-2019-04-18-at-10.04.58-pm.jpg?auto=compress,format\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m afeta Los Kat\u00edos porque o efeito de conserva\u00e7\u00e3o eficaz poderia ser perdido, o que s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ado com uma zona de amortecimento onde os animais n\u00e3o tenham contato com o mundo exterior.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 um perigo adicional e pouco analisado \u00e0 primeira vista: os coiotes<\/strong>, um mam\u00edfero controlado nos Estados Unidos e que n\u00e3o passou para Am\u00e9rica do Sul porque s\u00e3o animais que n\u00e3o entram na selva, mas j\u00e1 est\u00e3o a 20 quil\u00f4metros do Tamp\u00e3o de Dari\u00e9n.<\/p>\n\n\n\n<p>Como explica Pay\u00e1n, &#8220;no momento em que houver uma estrada, eles vir\u00e3o e haver\u00e1 uma invas\u00e3o biol\u00f3gica de coiotes que mudar\u00e1 completamente a din\u00e2mica da fauna na Am\u00e9rica do Sul, j\u00e1 que \u00e9 um animal muito adapt\u00e1vel que pode ser visto \u00e0 noite e durante o dia&#8221;.<strong> \u00c9 um animal generalista: isto \u00e9, come de tudo, por isso vai comer de tudo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;\u00c9 uma cascata de efeitos ecol\u00f3gicos&#8221;.<\/p><cite>Esteban Pay\u00e1n<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo Botero, a fragmenta\u00e7\u00e3o de ecossistemas-chave associados a \u00e1reas florestais em reservas ind\u00edgenas, comunidades negras, reservas florestais ou parques nacionais est\u00e1 aumentando e \u00e9 associada \u00e0 presen\u00e7a de atividades ilegais que multiplicam os impactos ambientais e sociais sobre essas popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos lugares em que essas estradas coincidem com fronteiras internacionais ou grandes \u00e1reas florestais, geralmente h\u00e1 uma grande atra\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de atividades ilegais<\/strong>, e esse \u00e9 o maior medo com estrada de Salaqu\u00ed. Um analista de seguran\u00e7a que investiga quest\u00f5es de tr\u00e1fico de drogas, que pediu para n\u00e3o ser nomeado devido a que suas an\u00e1lises s\u00e3o consideradas confidenciais, <strong>teme que isso signifique o in\u00edcio de um c\u00edrculo de produ\u00e7\u00e3o de coca\u00edna.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>As rotas utilizadas na atualidade n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o rent\u00e1veis porque t\u00eam passagens perigosas que atrasam as entregas em at\u00e9 uma semana ou s\u00e3o inacess\u00edveis.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>As rotas utilizadas na atualidade n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o rent\u00e1veis porque t\u00eam passagens perigosas que atrasam as entregas em at\u00e9 uma semana ou s\u00e3o inacess\u00edveis. \u00c9 por isso que a droga chega \u00e0 perto da Bahia Solano, na costa do pac\u00edfico em Choc\u00f3, a partir de onde a coca\u00edna \u00e9 exportada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Esta hip\u00f3tese faz sentido se repararmos no aumento do cultivo il\u00edcito<\/strong>, gerando uma produ\u00e7\u00e3o de coca\u00edna que requer acesso terrestre a pontos de embarque fora da Col\u00f4mbia. Al\u00e9m disso, as ag\u00eancias de intelig\u00eancia t\u00eam informa\u00e7\u00f5es sobre o aumento da cota de exporta\u00e7\u00e3o de coca\u00edna no Golfo de Urab\u00e1, na regi\u00e3o caribenha de Choc\u00f3, devido ao posicionamento dos mexicanos em Nari\u00f1o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_0409-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4813\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211259\/CYD_0409-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em><em>Foto<\/em>: Carlos Alberto G\u00f3mez<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>O que poderia acontecer \u00e9 que eles est\u00e3o executando seu modelo de neg\u00f3cios<\/strong>: voc\u00eas plantam, n\u00f3s operamos alguns laborat\u00f3rios, processamos a folha, e enquanto isso n\u00f3s trabalhamos na estrada para ter uma maneira f\u00e1cil de transportar a droga&#8221;, diz o analista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Al\u00e9m dos efeitos desastrosos que esta din\u00e2mica ilegal teria sobre os ecossistemas vitais de Bajo Atrato e do Dari\u00e9n, permanecem as consequ\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos efeitos desastrosos que esta din\u00e2mica ilegal teria sobre os ecossistemas vitais de Bajo Atrato e do Dari\u00e9n, permanecem as consequ\u00eancias para a <strong>popula\u00e7\u00e3o que durante 40 anos foi v\u00edtima dos interesses econ\u00f4micos dos atores ilegais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/eee.png\" alt=\"Tierra de Resistentes\" class=\"wp-image-3766\" width=\"100\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/19211834\/eee.png 400w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/19211834\/eee-300x300.png 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/19211834\/eee-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 100px) 100vw, 100px\" \/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria de Riociego \u00e9 a mesma de outras comunidades da Bacia do Rio Salaqu\u00ed e de todas aquelas do Bajo Atrato e do Dari\u00e9n, em Choc\u00f3, no canto nordeste da Col\u00f4mbia, mais perto da fronteira com o Panam\u00e1 do que do centro do pa\u00eds onde as decis\u00f5es s\u00e3o tomadas. 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