{"id":50,"date":"2019-04-17T20:13:00","date_gmt":"2019-04-17T20:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/tierra.local\/?p=50"},"modified":"2021-05-01T20:01:42","modified_gmt":"2021-05-01T20:01:42","slug":"el-hatillo-la-tensa-lucha-por-no-respirar-carbon","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tierraderesistentes.com\/pt\/2019\/04\/17\/el-hatillo-la-tensa-lucha-por-no-respirar-carbon\/","title":{"rendered":"El Hatillo e a luta tensa para n\u00e3o respirar carv\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-color has-small-font-size\" style=\"color:#0f0f0f;max-width:830px;margin-top:0px;margin-bottom:68px\"><em><strong>No departamento de Cesar, no nordeste da Col\u00f4mbia, uma comunidade camponesa est\u00e1 esperando h\u00e1 quase uma d\u00e9cada para ser reassentada por causa da contamina\u00e7\u00e3o das minas pr\u00f3ximas. Nos \u00faltimos quatro anos, um l\u00edder foi morto e outros oito receberam amea\u00e7as.\n<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer um que for a El Hatillo descobrir\u00e1 que \u00e9 uma comunidade deixada \u00e0 sua pr\u00f3pria sorte. A comunidade tem o mesmo nome de uma mina de carv\u00e3o que o governo concessionou h\u00e1 22 anos sem o conhecimento dos camponeses (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327718\/Documento-Historia-Hatillo-Autoridad-Nacional-de-Licencias-Ambientales?secret_password=0dPEtlO72vS8hFrclMDD\" class=\"rank-math-link\">veja a p\u00e1gina 11 do documento<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Da era agr\u00edcola, resta apenas a mem\u00f3ria. Eles n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua pot\u00e1vel, nem estradas pavimentadas e a maioria de suas casas \u00e9 de pau a pique. <strong>A pouca infraestrutura e as poucas oportunidades de emprego na \u00e1rea dependem das tr\u00eas empresas de minera\u00e7\u00e3o com as quais eles tiveram que negociar seu reassentamento<\/strong>, que foi <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327772\/Resolucio-n-1525-del-5-de-agosto-de-2010?secret_password=eIPMQHdbTTk7cAEq6YLT\">encomendado<\/a> pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente desde 2010, ap\u00f3s concluir que a minera\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o afetou esta comunidade, bem como as comunidades vizinhas de Plan Bonito e Boquer\u00f3n.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O Estado nos deixou sozinhos&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;O Estado nos deixou sozinhos&#8221;, repetem os camponeses, descrevendo o reassentamento como um processo que lhes tirou a paz de esp\u00edrito e os mant\u00eam inquietos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que nesta comunidade que fica a duas horas de Valledupar, a capital de Cesar, a comunidade \u00e9 cuidadosa com suas palavras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_6774-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4872\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211243\/CYD_6774-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Poucas pessoas se atrevem a falar sobre o assassinato de Aldemar Parra Garc\u00eda, ocorrido em 7 de janeiro de 2017, e sobre as amea\u00e7as que come\u00e7aram em 2014 contra os l\u00edderes que participaram das conversa\u00e7\u00f5es com as empresas de minera\u00e7\u00e3o. O risco se intensificou em 2016 quando apresentaram uma medida de prote\u00e7\u00e3o devido ao atraso no reassentamento, ao ponto de a Defensoria do Povo (Ouvidoria) &#8211; encarregada de zelar pelos direitos humanos dos colombianos &#8211; ter inclu\u00eddo seus nomes no <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327760\/Informe-de-riesgo-Defensori-a-28-de-noviembre-2016?secret_password=5vPp1j8WmqxwxieoqbLC\">relat\u00f3rio<\/a> que alertava sobre a vulnerabilidade de 80 l\u00edderes sociais na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O perigo \u00e9 latente&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o melhorou<\/strong>: &#8220;O perigo \u00e9 latente&#8221;, diz um dos oito l\u00edderes que tem um esquema de prote\u00e7\u00e3o fornecido pelo Estado colombiano, que pede para n\u00e3o revelar seu nome por medo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos cinco anos seguintes, a comunidade entrou em um novo processo: a execu\u00e7\u00e3o do chamado Plano de A\u00e7\u00e3o de Reassentamento (PAR)<\/strong>, um documento que levou seis anos de negocia\u00e7\u00e3o com as empresas mineradoras e que finalmente foi assinado em 29 de novembro de 2018. Para os l\u00edderes de Hatillo, o fundamental \u00e9 que os compromissos acordados em suas 700 p\u00e1ginas n\u00e3o fiquem no papel e, sobretudo, que haja garantias de seguran\u00e7a para reconstruir suas vidas em outro lugar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O campo que n\u00e3o foi<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 del Carmen Correa fala com saudades enquanto caminha pelas ruas decr\u00e9pitas e poeirentas de El Hatillo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele \u00e9 de Hatillo e lembra cenas de sua inf\u00e2ncia, correndo livremente por aquele campo verde que de um lado e uma cratera e do outro, uma montanha de sedimentos que cresce devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o. Ele \u00e9 descendente de colonos que vieram a esta \u00e1rea no s\u00e9culo passado para cultivar milho, bananas e algod\u00e3o, sem se preocupar se tinham ou n\u00e3o t\u00edtulo de propriedade da terra. <strong>Como eram terras pertencentes ao Estado, eles tinham o direito de solicitar o t\u00edtulo de propriedade ap\u00f3s alguns anos de trabalho, mas os camponeses na \u00e9poca viviam em paz, cultivando seus alimentos, criando animais e pescando no Rio Calenturitas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SySRug9h-iw?feature=oembed\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Essa paisagem agr\u00edcola mudou no final da d\u00e9cada de 1980, quando o governo colombiano concessionou grande parte da terra para a minera\u00e7\u00e3o e come\u00e7ou o boom do \u00f3leo de palma (dend\u00ea).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Hoje El Hatillo est\u00e1 rodeado n\u00e3o apenas pela mina que leva esse nome, mas por outras quatro: Calenturitas, La Francia, El Descanso e Pribbenow-La Loma. Sua explora\u00e7\u00e3o tornou o centro de Cesar na primeira regi\u00e3o com a maior produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o na Col\u00f4mbia, <strong>com exporta\u00e7\u00f5es principalmente para Turquia, Cor\u00e9ia do Sul, Brasil, Israel, Chile, Estados Unidos, Espanha, Pol\u00f4nia, Porto Rico e Portugal<\/strong>, de acordo com dados do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327721\/Respuesta-Ministerio-de-Minas-y-Energi-a?secret_password=mHthKDw9FCb6pdHYalCX\">veja resposta do Minist\u00e9rio de Minas<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Sua explora\u00e7\u00e3o tornou o centro de Cesar na primeira regi\u00e3o com a maior produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o na Col\u00f4mbia<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>A Calenturitas \u00e9 operada pela Prodeco, uma subsidi\u00e1ria da multinacional anglo-su\u00ed\u00e7a Glencore Xstrata. A La Francia \u00e9 de propriedade da Colombian Natural Resources (CNR), que pertenceu ao banco de investimentos Goldman Sachs e foi vendido ao Murray Energy Group em 2015. E as duas \u00faltimas, El descanso e Pribbenow-La Loma, pertencem \u00e0 mineradora americana Drummond. A mina El Hatillo tem tido v\u00e1rios propriet\u00e1rios: a Empresa Promotora y Explotadora de Carb\u00f3n del Cesar y La Guajira (Emcarb\u00f3n), Carbones del Caribe (hoje Sator, do Grupo Argos), a brasileira Vale do Rio Doce e depois CNR. Assim como a mina La Francia, a mina El Hatillo foi comprada pelo Murray Energy Group em 2015, mas continuou a operar sob o nome de CNR (<a href=\"https:\/\/www.scribd.com\/document\/406394764\/Informacio-n-sobre-minas-de-carbo-n-Agencia-Nacional-de-Mineri-a\">veja informa\u00e7\u00f5es sobre minas, Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o<\/a>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/cdn.knightlab.com\/libs\/timeline3\/latest\/embed\/index.html?source=1o0SHnWe_2ECmi5QZq7HU3iBM7HYs1e84DuQSYYcDkRs&#038;font=Default&#038;lang=es&#038;timenav_position=top&#038;initial_zoom=0&#038;height=400\" width=\"100%\" height=\"400\" allowfullscreen=\"\" style=\"border:none;\"><\/iframe>\n<span style=\"font-size:0.8em;\">VIOL\u00caNCIA NO DESENVOLVIMENTO DA MINERA\u00c7\u00c3O.<\/span><br><br>\n\n\n\n<p>Sua \u00fanica vizinha n\u00e3o mineira \u00e9 a <span style=\"background-color:#374141\" class=\"td_text_highlight_marker\">Palmagro S.A.<\/span>, antiga Palmeras de Alamosa Ltda., que <strong>desde 1991 opera uma planta de extra\u00e7\u00e3o em uma propriedade pr\u00f3xima para processar a fruta da palmeira-de-dend\u00ea utilizada na ind\u00fastria cosm\u00e9tica e alimentar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para os moradores, a minera\u00e7\u00e3o e o agroneg\u00f3cio foram respons\u00e1veis n\u00e3o s\u00f3 pelas mudan\u00e7as no uso da terra, mas tamb\u00e9m pela polui\u00e7\u00e3o do ar e da \u00e1gua.<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 mais como se alimentar das colheitas porque, dizem eles, a terra se tornou inf\u00e9rtil. Tamb\u00e9m n\u00e3o podem ca\u00e7ar javalis, leit\u00f5es, veados, coelhos, tatus, capivaras, ou pescar bagres, bocachicos, comelones ou barbudos. Todos eles desapareceram. O c\u00f3rrego de Piedra e nascentes pr\u00f3ximas secaram, e o rio Calenturitas foi desviado, com autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, para favorecer a ind\u00fastria do carv\u00e3o (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327710\/Ministerio-Ambiente-Ri-o-Calenturitas?secret_password=Xx0kp3hi8fwhwIXb71Yj\">veja a ordem do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cEra uma comunidade cem por cento camponesa. Com a chegada da minera\u00e7\u00e3o, tudo mudou\u201d<\/p><cite>Deiby Rojas<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;A voca\u00e7\u00e3o da aldeia era a pesca e a ca\u00e7a. Tamb\u00e9m, eles trabalhavam nas fazendas vizinhas que se dedicavam \u00e0 pecu\u00e1ria. Era uma comunidade cem por cento camponesa. Com a chegada da minera\u00e7\u00e3o, tudo mudou&#8221;, diz Deiby Rojas, tesoureira do Conselho de A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria local.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_6723-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4869\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211252\/CYD_6723-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Com estas mudan\u00e7as tamb\u00e9m <strong>surgiram problemas de sa\u00fade<\/strong>. Miriam Jaimes, conciliadora do conselho local, explica que as infec\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias se tornaram constantes em crian\u00e7as e idosos, e uma praga que ataca os poucos animais de fazenda que eles podem criar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 muita contamina\u00e7\u00e3o e tem havido muitas doen\u00e7as pulmonares. Os porcos apanham peste e morrem; as galinhas, a mesma coisa&#8221;, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A longa espera<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A contamina\u00e7\u00e3o de que os camponeses falam \u00e9 a origem de suas lutas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>El Hatillo est\u00e1 a 10 minutos de motocarro de La Loma, o maior municipio de El Paso. Este munic\u00edpio faz parte do Distrito Mineiro de La Jagua, que tamb\u00e9m inclui Becerril, Agust\u00edn Codazzi, Chimichagua, Chiriguan\u00e1, Curuman\u00ed e La Jagua de Ibirico, e que, segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o, produziu 3.025.662 toneladas de carv\u00e3o em 2018. Embora a mina El Hatillo tenha recebido uma concess\u00e3o em 1997 e, como os residentes lembram, come\u00e7ou a operar em 2007,<strong> foi somente em 2010 que o governo reconheceu que sua explora\u00e7\u00e3o e a das minas vizinhas afetavam a popula\u00e7\u00e3o rural.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Gerou s\u00e9rios efeitos sobre a sa\u00fade e a qualidade de vida dos habitantes das cidades localizadas na \u00e1rea de influ\u00eancia dos projetos de minera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p><cite>Ex Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Assim, em maio de 2010, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327772\/Resolucio-n-1525-del-5-de-agosto-de-2010?secret_password=eIPMQHdbTTk7cAEq6YLT\">concluiu<\/a> &#8211; no final do governo do Presidente \u00c1lvaro Uribe &#8211; que o aumento das emiss\u00f5es de material particulado resultante da minera\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o &#8220;gerou s\u00e9rios efeitos sobre a sa\u00fade e a qualidade de vida dos habitantes das cidades localizadas na \u00e1rea de influ\u00eancia dos projetos de minera\u00e7\u00e3o&#8221;. Junto com este diagn\u00f3stico veio uma ordem para as empresas de minera\u00e7\u00e3o Prodeco, CNR, Drummond e Vale Coal para reassentar imediatamente as popula\u00e7\u00f5es de Plan Bonito, Boquer\u00f3n e El Hatillo (leia <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327754\/Resolucio-n-0970-del-20-de-mayo-de-2010?secret_password=j85wxm2cgjKzLXt7mF4J\">Resolu\u00e7\u00e3o 0970 de 20 de maio de 2010<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_6780-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4873\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211238\/CYD_6780-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>FOTO<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas de minera\u00e7\u00e3o recorreram da decis\u00e3o e, em uma nova resolu\u00e7\u00e3o de 5 de agosto do mesmo ano, o Minist\u00e9rio reiterou sua ordem perempt\u00f3ria, atribuindo a cada empresa percentuais precisos de responsabilidade pelo reassentamento das tr\u00eas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a decis\u00e3o do governo, <strong>as empresas deveriam financiar o processo e contratar um executor&nbsp; para formular e depois implementar um Plano de A\u00e7\u00e3o de Reassentamento (PAR)<\/strong>, que inclu\u00edsse um diagn\u00f3stico da popula\u00e7\u00e3o, uma an\u00e1lise regional e propostas para o reassentamento, bem como um interveniente para monitorar o processo. O prazo para concluir o reassentamento foi de dois anos, que expirou em setembro de 2012 (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327772\/Resolucio-n-1525-del-5-de-agosto-de-2010?secret_password=eIPMQHdbTTk7cAEq6YLT\">leia a Resolu\u00e7\u00e3o 1525 de 5 de agosto de 2010<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, isto n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A Secret\u00e1ria de Sa\u00fade do Gabinete do Governador C\u00e9sar advertiu sobre a \u00e1gua &#8220;impr\u00f3pria para consumo humano&#8221; em El Hatillo<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em El Hatillo, os camponeses relatam que as empresas tardaram em cumprir as ordens do Minist\u00e9rio e em garantir a participa\u00e7\u00e3o dos habitantes. A ONG Pensamento e A\u00e7\u00e3o Social (PAS), que forneceu acompanhamento jur\u00eddico \u00e0 comunidade, <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327769\/Caracterizacio-n-El-Hatillo-PAS?secret_password=mQqvG4rPB4G3pXYOswqj\">documentou que em mar\u00e7o de 2011<\/a> <strong>o Minist\u00e9rio imp\u00f4s uma medida preventiva de admoesta\u00e7\u00e3o por escrito \u00e0s empresas por n\u00e3o tivessem contratado o executor.<\/strong> Um m\u00eas depois, a Secret\u00e1ria de Sa\u00fade do Gabinete do Governador C\u00e9sar advertiu sobre a \u00e1gua &#8220;impr\u00f3pria para consumo humano&#8221; em El Hatillo e sobre a preval\u00eancia de doen\u00e7as respirat\u00f3rias, de pele e dos olhos em 51,48% da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327759\/Informe-de-gestio-n-Anla?secret_password=e6YonvMrHQ0vIcBRg3mN\">Ap\u00f3s a admoesta\u00e7\u00e3o<\/a>, em meados de 2011 as empresas mineradoras contrataram o Fundo Nacional de Desenvolvimento do governo central (Fonade) como executor do plano e a Corpora\u00e7\u00e3o de Estudos Interdisciplinares e Assessoria T\u00e9cnica (Cetec), uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos de Cali, como interveniente. Em El Hatillo, a comunidade decidiu se organizar para come\u00e7ar a negociar o chamado Plano de A\u00e7\u00e3o de Reassentamento (PAR), de modo que em abril de 2012 eles criaram um Comit\u00ea de Concerta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma ang\u00fastia permanente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para o povo de El Hatillo, <strong>o an\u00fancio das negocia\u00e7\u00f5es do reassentamento coincidiu com o in\u00edcio da ang\u00fastia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a not\u00edcia do acordo com as empresas de minera\u00e7\u00e3o se espalhou, dizem os moradores, pessoas de fora vieram a El Hatillo para comprar pequenos lotes de terra na cidade, que lhes permitiriam se beneficiar da compensa\u00e7\u00e3o que as empresas de minera\u00e7\u00e3o teriam que pagar. &#8220;180 novas parcelas de terra apareceram&#8221;, concordam os camponeses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Depois vieram as amea\u00e7as.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/65WyJNPy3tw?feature=oembed\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Em junho de 2014, o ent\u00e3o gerente da Cooperativa de Trabalhadores Multiativos de El Hatillo recebeu v\u00e1rios telefonemas amea\u00e7adores. Em setembro do mesmo ano, panfletos apareceram amea\u00e7ando os l\u00edderes comunit\u00e1rios pelo atraso no processo de reassentamento. Em dezembro, as liga\u00e7\u00f5es para o gerente da cooperativa foram retomadas, incitando-o a retirar- se da negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante 2015, esses telefonemas foram feitos a outros membros do conselho de a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e do Comit\u00ea de Concerta\u00e7\u00e3o, que participavam das reuni\u00f5es do plano de reassentamento. Depois come\u00e7aram as mensagens de texto e as persegui\u00e7\u00f5es de moto por parte de pessoas desconhecidas, <strong>situa\u00e7\u00f5es que levaram a comunidade a instalar alarmes nas casas dos l\u00edderes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cHavia muito medo por causa da press\u00e3o que est\u00e1vamos sofrendo, era uma press\u00e3o constante&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;Este processo foi acompanhado de perto e as amea\u00e7as vieram em torno do fato de que somos dois grupos: residentes e n\u00e3o-residentes. Portanto, quando est\u00e1vamos lutando pelo processo de residentes, n\u00e3o est\u00e1vamos lutando pelo processo dos n\u00e3o-residentes. Havia muito medo por causa da press\u00e3o que est\u00e1vamos sofrendo, era uma press\u00e3o constante&#8221;, lembra um dos membros do Comit\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aqueles que participaram das negocia\u00e7\u00f5es dizem que os anos mais cr\u00edticos foram os \u00faltimos tr\u00eas<\/strong>. Eles sentiam ang\u00fastia cada vez que se sentavam \u00e0 mesa, dizem v\u00e1rios membros do Comit\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_7367-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4879\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211221\/CYD_7367-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A demora na assinatura n\u00e3o foi um capricho pessoal, eles explicam, <strong>mas sim a import\u00e2ncia de se chegar a acordos sobre quest\u00f5es fundamentais para a comunidade, tais como acesso \u00e0 terra, moradia e projetos produtivos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, houve outros atrasos devido \u00e0s empresas de minera\u00e7\u00e3o que mudaram v\u00e1rias vezes de parceiros locais. Em 2015, o contrato de implementa\u00e7\u00e3o tinha passado de Fonade para rePlan e finalmente para Socya, uma institui\u00e7\u00e3o privada sem fins lucrativos. O contrato de auditoria passou da Cetec para a Environmental Resources Management (ERM), uma empresa de consultoria ambiental.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Os moradores exigiam o cumprimento de seus direitos \u00e0 vida, moradia digna, sa\u00fade, territ\u00f3rio e alimenta\u00e7\u00e3o camponesa, enfatizando o risco sofrido pelos l\u00edderes naquele momento.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em julho de 2016, homens de motocicletas e com o rosto coberto continuaram a rondar as casas dos l\u00edderes, que continuaram recebendo mensagens de texto com amea\u00e7as de morte e acusa\u00e7\u00f5es de que estavam atrasando o processo de reassentamento. <strong>As intimida\u00e7\u00f5es se intensificaram quando a comunidade de El Hatillo entrou com uma <\/strong><a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327764\/Accio-n-de-tutela?secret_password=37wZzzib7OhAXnOjZr9F\"><strong>medida de prote\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><strong> na justi\u00e7a em novembro daquele ano contra a Drummond, a Prodeco e a CNR<\/strong>, as tr\u00eas empresas que ficaram respons\u00e1veis pelo reassentamento depois que a Vale Coal vendeu a mina El Hatillo para a CNR.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua medida de prote\u00e7\u00e3o, os moradores exigiam o cumprimento de seus direitos \u00e0 vida, moradia digna, sa\u00fade, territ\u00f3rio e alimenta\u00e7\u00e3o camponesa, enfatizando o risco sofrido pelos l\u00edderes naquele momento. &#8220;No momento, <strong>11 l\u00edderes do processo de reassentamento sofreram amea\u00e7as contra sua integridade e suas vidas e as de sua fam\u00edlia.<\/strong> Tudo isso devido a seu trabalho como representantes dos Comit\u00eas de Concerta\u00e7\u00e3o e Transi\u00e7\u00e3o no processo de reassentamento de El Hatillo&#8221;, eles declararam em sua a\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kMDsEJTvGkk?feature=oembed\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>O final de 2016 foi um pesadelo para os l\u00edderes. Algumas noites, eles come\u00e7aram a ver homens armados vestidos de preto, usando botas de borracha e balaclavas, rondando as ruas e perto de suas casas. Continuaram a ser feitas chamadas aos membros do Comit\u00ea, inclusive ao \u00fanico membro que n\u00e3o tinha recebido amea\u00e7as.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que exacerbou o medo da comunidade foi o <\/strong><a href=\"https:\/\/verdadabierta.com\/alerta-comunidad-de-el-hatillo-en-cesar-esta-en-riesgo\/\"><strong>assassinato<\/strong><\/a><strong> de Aldemar Parra Garc\u00eda<\/strong>, em 7 de janeiro de 2017, na estrada que leva para a comunidade La Loma. Um par de assassinos em uma motocicleta vermelha de marca Discover e sem placas atirou nele quatro vezes.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Aldemar, de 31 anos de idade, n\u00e3o tinha recebido amea\u00e7as, mas era um l\u00edder reconhecido pela comunidade<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Amigos e familiares dizem que Aldemar, de 31 anos de idade, n\u00e3o tinha recebido amea\u00e7as, mas era um l\u00edder reconhecido pela comunidade. Embora ele n\u00e3o fizesse parte do Comit\u00ea de Concerta\u00e7\u00e3o, <strong>como l\u00edder comunit\u00e1rio promoveu a mesa de emprego<\/strong>, exigindo que as empresas de minera\u00e7\u00e3o que operam no territ\u00f3rio oferecessem oportunidades de emprego para os moradores de El Hatillo.<\/p>\n\n\n\n<p>A comunidade diz que Aldemar era sindicalista, tinha trabalhado como analista de carv\u00e3o para a CNR e estava buscando um acordo econ\u00f4mico com aquela empresa. Como explicam, uma grande parte dos antigos trabalhadores da CNR foi demitida em 2015, quando a empresa foi comprada pela Murray Energy Corp. <strong>Mas Parra se recusou a assinar o acordo, argumentando que o trabalho tinha tido um custo para sua sa\u00fade, raz\u00e3o pela qual exigia uma compensa\u00e7\u00e3o justa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Parra insistiu na necessidade de gerar empregos para a comunidade.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sua esposa Leanis Su\u00e1rez explica que, enquanto ele chegava a um acordo econ\u00f4mico com a empresa, <strong>Aldemar tinha decidido fundar a Associa\u00e7\u00e3o de Apicultura de Cesar (Asograve)<\/strong>, uma iniciativa que foi concebida durante cursos sobre projetos produtivos oferecidos pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Parra insistiu na necessidade de gerar empregos para a comunidade. &#8220;Ele gostava muito de trabalhar neste projeto. Em dezembro produziram uma boa quantidade de mel, 17 gal\u00f5es de 20 litros, e ele disse que estavam indo bem, porque estavam recebendo quase um milh\u00e3o de pesos por um gal\u00e3o&#8221;, diz Su\u00e1rez.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y5lflXZW_b0?feature=oembed\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando a CNR foi questionada sobre a situa\u00e7\u00e3o de emprego de Parra, a empresa respondeu &#8211; atrav\u00e9s da Equipe T\u00e9cnica de Reassentamento das empresas de minera\u00e7\u00e3o &#8211; que ele era funcion\u00e1rio da empresa e membro de um sindicato da ind\u00fastria de minera\u00e7\u00e3o. &#8220;Na \u00e9poca de sua morte, ele n\u00e3o trabalhava na mina h\u00e1 v\u00e1rios anos devido a recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, embora seu contrato ainda estivesse em vigor. N\u00e3o havia qualquer processo trabalhista contra a empresa&#8221;, diz ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas consideram que a Aldemar n\u00e3o representou uma lideran\u00e7a no processo de reassentamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A equipe t\u00e9cnica de reassentamento e as empresas de minera\u00e7\u00e3o n\u00e3o comprovaram a participa\u00e7\u00e3o ativa do Sr. Aldemar Garc\u00eda no processo de reassentamento, exceto por seu envolvimento no projeto de apicultura desenvolvido com o PNUD. Por esta raz\u00e3o, n\u00e3o se pode garantir que ele foi um l\u00edder no processo e n\u00e3o podemos assegurar que sua morte possa ser atribu\u00edda direta ou indiretamente ao processo de reassentamento, levando em conta que seu caso ainda est\u00e1 sob investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, disseram as empresas numa <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327719\/Respuesta-Empresas-Mineras?secret_password=kadeTksGgiWZp5obHTIZ\">resposta conjunta em 22 de mar\u00e7o<\/a>, ap\u00f3s consult\u00e1-las sobre a situa\u00e7\u00e3o de trabalho de Aldemar e suas a\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de risco dos l\u00edderes comunit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cHavia tanta press\u00e3o que alguns camaradas se retiraram\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em El Hatillo s\u00f3 h\u00e1 perguntas sobre esse crime e sobre as amea\u00e7as que aumentaram durante 2017 e 2018, at\u00e9 novembro passado, quando conseguiram assinar o PAR.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_7366-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4878\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211223\/CYD_7366-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>As press\u00f5es eram muitas<\/strong>, a gente chorava. Est\u00e1vamos em uma reuni\u00e3o para nos prepararmos, antes de participar do di\u00e1logo, para nos defendermos diante das empresas, porque a negocia\u00e7\u00e3o era entre a empresa e a comunidade, quando nos chamaram e nos disseram que iam picar nossos filhos, que sabiam onde estudavam. Havia tanta press\u00e3o que alguns camaradas se retiraram&#8221;, diz um l\u00edder.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Eles n\u00e3o queriam mais receber nossas den\u00fancias no Minist\u00e9rio P\u00fablico em Chiriguan\u00e1 ou Bosconia&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os membros do Comit\u00ea de Concerta\u00e7\u00e3o concordam que este per\u00edodo foi o mais tenso, j\u00e1 que foi quando foram tratados os aspectos mais estruturais do reassentamento, tais como acesso \u00e0 terra, moradia e projetos produtivos. V\u00e1rios <strong>reconhecem que as empresas providenciaram transporte e a presen\u00e7a do ex\u00e9rcito para garantir sua mobilidade segura at\u00e9 as mesas de reuni\u00e3o<\/strong>. Entretanto, as autoridades n\u00e3o investigaram quem foram os autores das amea\u00e7as e ass\u00e9dios e, segundo um dos l\u00edderes, &#8220;eles n\u00e3o queriam mais receber nossas den\u00fancias no Minist\u00e9rio P\u00fablico em Chiriguan\u00e1 ou Bosconia&#8221;, dois munic\u00edpios vizinhos em Cesar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s mais de 200 mesas de trabalho e uma negocia\u00e7\u00e3o sobre 151 pontos, em 29 de novembro de 2018, a comunidade e as empresas de minera\u00e7\u00e3o assinaram o PAR. Ap\u00f3s seis anos de negocia\u00e7\u00f5es, oito dos onze l\u00edderes do Comit\u00ea de Concerta\u00e7\u00e3o receberam medidas de prote\u00e7\u00e3o devido a amea\u00e7as. <strong>V\u00e1rios acreditam que a ang\u00fastia e a press\u00e3o durante tantos anos teve um efeito sobre a sa\u00fade dos l\u00edderes Alberto Mej\u00eda e Alfonso Mart\u00ednez, que morreram de doen\u00e7a durante esse per\u00edodo<\/strong>. Outros decidiram mudar-se para outras cidades por medo, exaust\u00e3o e incerteza sobre as garantias de seguran\u00e7a nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Do plano no papel ao verdadeiro reassentamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para a popula\u00e7\u00e3o de El Hatillo, um novo processo come\u00e7ou em novembro passado que n\u00e3o est\u00e1 livre de novos riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>Das 191 fam\u00edlias que originalmente formavam a comunidade, 111 j\u00e1 tinham expressado sua participa\u00e7\u00e3o no reassentamento coletivo, o que significa que as empresas de minera\u00e7\u00e3o devem construir um novo centro populacional em outro lugar. A terra onde o reassentamento est\u00e1 planejado se chama Mata de Palma, ser\u00e1 de 400 hectares, localizada na comunidade vizinha de Potrerillo e est\u00e1 atualmente em processo de aquisi\u00e7\u00e3o. <strong>Al\u00e9m de moradia, infraestrutura vi\u00e1ria e acesso aos servi\u00e7os p\u00fablicos, cada fam\u00edlia deve receber um projeto produtivo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O risco continua porque agora temos que exigir que eles cumpram o acordo&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para as outras 80 fam\u00edlias que expressaram sua prefer\u00eancia pelo reassentamento individual, as empresas devem garantir a compra de uma casa no local onde querem reconstruir suas vidas e um projeto produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O risco continua porque agora temos que exigir que eles cumpram o acordo&#8221;, repetem v\u00e1rios membros do Comit\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o PAR, as empresas ter\u00e3o um per\u00edodo de cinco anos no agora chamado Plano de Transi\u00e7\u00e3o, <strong>de modo que a comunidade espera que desta vez tenham o acompanhamento do Estado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zpDAqMcabYE?feature=oembed\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;O Plano de Transi\u00e7\u00e3o nos preocupa, porque a mudan\u00e7a significa que deve realmente melhorar a qualidade de vida da comunidade&#8221;, diz Jesualdo Vega, secret\u00e1rio do Conselho de A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a negocia\u00e7\u00e3o entre a comunidade e as empresas tenha come\u00e7ado em 2012, o Minist\u00e9rio de Minas e Energia reconhece que desde fevereiro de 2017 vem acompanhando as mesas de negocia\u00e7\u00e3o do PAR e que &#8220;mant\u00e9m seu compromisso de acompanhar o processo em sua fase de execu\u00e7\u00e3o&#8221;. Entretanto, em <a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327721\/Respuesta-Ministerio-de-Minas-y-Energi-a?secret_password=mHthKDw9FCb6pdHYalCX\">resposta a uma solicita\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es<\/a>, o Minist\u00e9rio esclarece que, como o reassentamento \u00e9 produto de resolu\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, <strong>&#8220;cabe \u00e0s autoridades ambientais exigir o cumprimento do que foi acordado no Plano de Reassentamento e derivados do processo de licenciamento&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_6854-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4875\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211232\/CYD_6854-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>FOTO<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 4 de mar\u00e7o solicitamos informa\u00e7\u00f5es verbais e por escrito do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel sobre seu compromisso de acompanhar a comunidade de El Hatillo na implementa\u00e7\u00e3o do PAR e de exigir o cumprimento dos acordos das empresas de minera\u00e7\u00e3o. Entretanto, no momento em que escrevemos esta mat\u00e9ria n\u00e3o recebemos uma resposta da institui\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327706\/Solicitud-de-versio-n-Ministerio-de-Ambiente?secret_password=kKdkIp08IFOGsSBmOt9s\">veja as perguntas enviadas ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;O Plano de Transi\u00e7\u00e3o nos preocupa, porque a mudan\u00e7a significa que deve realmente melhorar a qualidade de vida da comunidade&#8221;.<\/p><cite>Jesualdo Vega<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de risco dos l\u00edderes sociais, <strong>o Minist\u00e9rio de Minas e Energia indica que formulou uma pol\u00edtica de direitos humanos para o setor de minera\u00e7\u00e3o e energia<\/strong>, e est\u00e1 atualmente desenvolvendo planos de a\u00e7\u00e3o para sua execu\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m participa do Grupo de Trabalho de Direitos Humanos e Carv\u00e3o, que assinou uma declara\u00e7\u00e3o conjunta rejeitando amea\u00e7as \u00e0 vida e integridade das pessoas, com o apoio de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil como o Centro Regional de Empresas e Empreendedorismo Respons\u00e1veis (CREER-IHRB) e a Funda\u00e7\u00e3o Ideias para a Paz (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327721\/Respuesta-Ministerio-de-Minas-y-Energi-a?secret_password=mHthKDw9FCb6pdHYalCX\">leia a resposta do Minist\u00e9rio de Minas<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo \u00e9 formado pelo Conselho de Direitos Humanos, o Minist\u00e9rio de Minas, a Ag\u00eancia Nacional de Minera\u00e7\u00e3o e as empresas Cerrej\u00f3n, Drummond, Prodeco e CNR, que est\u00e3o trabalhando na formula\u00e7\u00e3o de um &#8220;procedimento para a ativa\u00e7\u00e3o de uma rota para a prote\u00e7\u00e3o da vida e da integridade pessoal de grupos de interesse&#8221;.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a Drummond, a Prodeco e a CNR foram questionadas sobre as a\u00e7\u00f5es que tomaram para responder a situa\u00e7\u00f5es de amea\u00e7a ou risco para os l\u00edderes de El Hatillo, <strong>explicaram que sugeriram que os afetados fizessem as den\u00fancias, em v\u00e1rios casos os acompanharam para apresent\u00e1-las, e desenvolveram oficinas sobre habilidades de seguran\u00e7a, destinadas a representantes da comunidade<\/strong>, com o Programa Cesar de Desenvolvimento e Paz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_7092-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4876\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211228\/CYD_7092-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Entidades como o Ex\u00e9rcito Nacional, a Pol\u00edcia Nacional e a Unidade Nacional de Prote\u00e7\u00e3o (UNP), <strong>que aumentaram suas unidades na \u00e1rea para proporcionar maior prote\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de El Hatillo<\/strong>, tamb\u00e9m participaram. Da mesma forma, em cada uma das ocasi\u00f5es em que a amea\u00e7a aos representantes ou membros do Conselho de A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria foi demonstr\u00e1vel, as empresas de minera\u00e7\u00e3o enviaram comunicados \u00e0 imprensa, rejeitando os fatos&#8221;, responderam as tr\u00eas empresas em um documento conjunto, que apresenta os tr\u00eas logotipos, em nome da Equipe T\u00e9cnica de Reassentamento liderada por Jos\u00e9 Link.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das garantias de seguran\u00e7a agora no processo de transi\u00e7\u00e3o, as tr\u00eas empresas de minera\u00e7\u00e3o apontam que o ponto forte do processo acordado em 2018 \u00e9 que ele envolve pelo menos dois Minist\u00e9rios e tr\u00eas ag\u00eancias do governo central, al\u00e9m da Ouvidoria e dos governos regionais e locais. &#8220;Alguns desses atores continuar\u00e3o presentes durante o processo de realoca\u00e7\u00e3o e posterior acompanhamento da comunidade em seu local de reassentamento&#8221;, dizem eles.<\/p>\n\n\n\n<figure><iframe loading=\"lazy\" width=\"480\" height=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kCWCOWlBYT4?feature=oembed\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe><\/figure>\n\n\n\n<p>No entanto, na opini\u00e3o delas, o n\u00edvel de risco nas comunidades n\u00e3o aumentou, mas diminuiu. &#8220;<strong>Deve-se notar que o risco que as fam\u00edlias de El Hatillo podem experimentar no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 maior do que o que experimentaram at\u00e9 agora<\/strong>, j\u00e1 que os riscos est\u00e3o relacionados \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de falta de seguran\u00e7a na regi\u00e3o e no pa\u00eds, por m\u00faltiplas raz\u00f5es&#8221;, dizem, acrescentando que facilitaram reuni\u00f5es da comunidade com o Conselho de Seguran\u00e7a do Presidente Iv\u00e1n Duque, a Unidade Nacional de Prote\u00e7\u00e3o (UNP) e a pol\u00edcia local (<a href=\"https:\/\/es.scribd.com\/document\/404327719\/Respuesta-Empresas-Mineras?secret_password=kadeTksGgiWZp5obHTIZ\">leia as respostas completas das empresas<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cOs riscos est\u00e3o relacionados \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de falta de seguran\u00e7a na regi\u00e3o e no pa\u00eds, por m\u00faltiplas raz\u00f5es\u201d.<\/p><cite>Equipo T\u00e9cnico de Reasentamientos liderado por Jos\u00e9 Link<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong><strong>Em El Hatillo foram as empresas de minera\u00e7\u00e3o que atuaram como Estado. A incerteza se deve ao fato de que, uma vez assinado o PAR, por exemplo, o professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e a enfermeira n\u00e3o voltaram \u00e0 comunidade.<\/strong> <\/strong>Ambos eram pagos pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/CYD_6750-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4871\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-scaled.jpg 2560w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-300x200.jpg 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-768x512.jpg 768w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-150x100.jpg 150w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-696x464.jpg 696w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/19211246\/CYD_6750-1920x1280.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2019, tr\u00eas mesas de negocia\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinham sido realizadas para iniciar o processo de transi\u00e7\u00e3o. <strong>Com incerteza, eles esperam que haja condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a para o reassentamento, e que as bolsas universit\u00e1rias, t\u00e9cnicas e tecnol\u00f3gicas acordadas com as empresas de minera\u00e7\u00e3o lhes permitam ter os primeiros profissionais nos pr\u00f3ximos 11 anos<\/strong> e, acima de tudo, que sua luta para n\u00e3o respirar carv\u00e3o tenha valido a pena.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/tierra.jerre-dev.xyz\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/eee.png\" alt=\"Tierra de Resistentes\" class=\"wp-image-3766\" width=\"100\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/19211834\/eee.png 400w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/19211834\/eee-300x300.png 300w, https:\/\/media.tierraderesistentes.com\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/19211834\/eee-150x150.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 100px) 100vw, 100px\" \/><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>En el departamento de Cesar, en el nororiente colombiano, una comunidad campesina lleva casi una d\u00e9cada esperando ser reasentada a causa de la contaminaci\u00f3n generada por las minas aleda\u00f1as. 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